sexta-feira, 12 de junho de 2009

SABARÁ E SUAS "FAMÍLIAS"

Ontem estava dando corda no relógio da sala. Quase nunca tenho tempo e ele já tinha parado de bater. Ele sempre tem tempo. Ás vezes não quero esse tempo que ele me mostra, outras tantas nem sei quanto tempo não olho para ele. Mas ele está lá, sempre dando conta do meu tempo, da minha história, segundo por segundo, tic após tac.Ontem, enquanto dava corda no relógio da sala, entrou um envelope branco por baixo da porta. Pensei: quando tiver tempo vou alí ver do que se trata. Os gatos não se atrevem a mexer na minha correspondência. Fui descer para almoçar e peguei o envelope.Falalava dos TEMPOS ESQUECIDOS, daqueles que não nos importamos mas que constroem nossa vida. O texto do Prof Vlad falava desse tempo que vivemos, na arte, na vida. O tempo humano que o relógio não entende, só marca. O 'tempo esquecido' vem da procura dessa humanidade pelo amigo Sabará. Ele mostra seu tempo, sua busca, sua arte, entre os dias 3 e 26 de junho, lá no BDMG Cultural a Rua Bernardo Guimarães, 1600. Vale a pena separar um tempo para visualizar o trabalho do Sabará. Encontramos muito dos significados esquecidos no tempo em que vivemos, desde quando ele ainda não era tempo para nós, até hoje, quando não o temos mais para utilizar com a vida, somente com o que gira em torno dela.Mas não quero tomar muito o seu tempo. Vamos lá conferir o trabalho do Sabará.
Paulo Fiotti
Em tempo: Sabará é integrante do grupo Salla 7 e aluno na EBA UFMG

Um comentário:

  1. Faltou na exposição a Família Sette que está bem retratada aí do lado. Será porque ela é mais novinha?

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