domingo, 31 de maio de 2009

IMAGENS DO MÊS DE MAIO

08/05


A artista Mariana concentrada em sua pintura de grandes dimensões.
Os artistas Isabel e Paulo planejando a fotografia de uma das obras.

A visita dos artistas Guilherme e Raquel, companheiros da Escola de Belas Artes - UFMG.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

IMAGENS DO MÊS DE ABRIL - continuação





Cena do nosso quartel-general, em 27/04. A instalação das telas nas paredes ampliou nossa área de trabalho e deixou o ambiente mais convidativo.


28/04
Mauro Portela e a visita do artista amigo Aroldo Lacerda. O ateliê é um campo expandido para a prática e discussão da arte.


29/04

O artista Luciano esteve presente e esboçou a sua pintura.


A artista Verônica também compareceu, conforme o registro feito por Luciano, que além de pintor também manda bem no desenho.



quarta-feira, 27 de maio de 2009

RACHEL, NÃO CHORE

Daniel Bilac e Rachel Leão abrem a mostra Rachel, não chore nessa próxima sexta-feira, 29 de maio, na Biblioteca Central da UFMG no Campus Pampulha. A mostra de desenhos fica até o dia 26 de junho e pode ser vista no mezanino da Biblioteca. Daniel Bilac é integrante do Salla 7 e ambos são alunos da EBA-UFMG.

terça-feira, 12 de maio de 2009

DANIEL BILAC












A proposta de Daniel Bilac aposta nos materiais inusitados como o óleo de soja na diluição do pastel oleoso e na impregnação do suporte, quase sempre absorvendo a oleosidade desses materiais. É interessante como a pesquisa e a disponibilidade às mudanças estão contidas nesses trabalhos, em sua grande maioria representando, ou envolvendo e absorvendo cinco imagens de cachorros, trabalhadas metodicamente, que já agradam desde os estudos pelos traços soltos e contrastes bem marcantes nos tons de cores utilizadas.
Para quem quiser conhecer melhor o trabalho do Dniel, inclusive apreciar seus trabalhos já finalizados é só acessar o http://www.flickr.com/photos/danielbilac/
Quem puder, passe por lá.


EDUARDO FONSECA



Sempre fui ligado no trabalo do Dudu. Ia sempre ao atelier para "pecoçar" o que ele tava fazendo.
Esse moleque tem um toque de crítica debochada nos empastes das pinceladas. Lembro-me do enorme cachorro que a garota levava para passear e nos "ares" diferenciados dos garotos a observando. Acho mesmo que o deboche maior estava mesmo era no cachorro.
Dois bons trabalhos do Dudu foram os dois meninos combatentes no jardim, um com uma mangueira e outro com uma sombrinha tranparente. Esses dois, frente a frente, fazem uma composição interessante que é completada com um trabalho cromático forte.
Na Salla Sete Dudu está iniciando um galinheiro. O galo já está lá, meio que na dele, de rabo pra cima e procurando alguma coisa por entre a palha do chão. Talvez um retrato. Um equilíbrio interessante e uma pergunta: que bicho vem agora?
Outra qualidade do Dudu é a manipulação dsos ingredientes para o cafezinho da Matilde.

MARIANA PARZEWSKI


















Esses inquietos ventos andarilhos


Passam e dizem: “Vamos caminhar,


Nós conhecemos misteriosos trilhos,


Bosques antigos onde é bom sonhar...


Mário Quintana, 1935.



O que primeiro se nota nos trabalhos é o silêncio atordoante. Até mesmo quando há multidão, há silêncio. Silêncio da alma que caminha apressada entre seus pensamentos. O silêncio é também das cores. Elas até começam a aparecer, tímidas, mas se ausentam rápido, tomadas pela cena que vêem. Elas não cabem ali. Nem brilho há. A dramaticidade do tema é ressaltada também pela textura. Têmpera. Denso como o que se vê. Traz junto consigo areia. Pesada. Mas areia de rio que corre leve. Não um rio qualquer. Um rio por onde várias vezes a artista brincou. E obras tão pesadas trazem em si o leve lúdico da infância. Mas na imagem o rio não corre mais. É estático. Estático como os personagens. Teimam em andar. A artista não deixa. Traz com o pincel a moldura, que as prende. E deixa assim a imagem para nós. Quem são? Para onde vão? Trazem neles um pouco da artista? Ou a artista se reconhece nesse andar? De solidão... de pensamentos... de infinitos...
Lavínia Resende

segunda-feira, 11 de maio de 2009

EXPOSIÇÃO NO SESI-MINAS






Os trabalhos de Gabi Brasileiro e Mariana Parzewski estão em exposição no Sesi-Minas, até o dia 30 desse mes de maio. Vale uma conferida já que as duas artistas trazem uma bagagem interessante de traços, cores e contrastes que são presença constante no cotidiano, cada uma na sua visão, nos seus meios, mas com uma consistente personalidade em seus trabalhos.

sábado, 9 de maio de 2009

MATERIAL EM SITE BELGA










Nos últimos tempos fugi um pouco do meu tema favorito, os carros de corrida. "Passeei um pouco em conceitos capitalistas de consumo com a minha série "Armadillis inaturalis". Considero que quase caí nessas armadilhas. Decidi voltar aos carros não por convicção mas por uma convicção: que vou fazer aquilo que eu gosto, CARROS DE CORRIDA!

Fazendo barulho ou não é o meu universo e os desafios vão aparecendo como a troca da tinta utilizada, por exemplo. Na Salla 7 faço acrílica e no atelier da EBA faço aquarela.

Enviei recentemente algumas fotos para um site belga, oficial do ex-piloto de Fórmula 1, Jacky Ickx, e os trabalhos podem ser vistos na galeria de imagens (http://www.jacky-ickx-fan.net/) . Julien Garnier, editor do site, enviou as imagens para o piloto e está aberto a novas publicações. A imagem que trabalho atualmente no CC é do Ickx em uma Ferrari 312 B em 1970 (em close à cores), num formato 120 x 120 cm, acrílica sobre tela. Um dos trabalhos que foram publicados é o P&B da Ferrai 312 PB, em formato 80 x 120 cm, óleo sobre tela.
Gostaria de agradecer a grande participação dos amigos que contribuem com as fotos que coloco aqui no blog e em outros locais de divulgação do meu trabalho. Ao Saulo, ao Luciano, ao Alberto, ao Luiz, em fim, a todos que me enviam as imagens colhidas no atelier. Muito obrigado.










Também foi divulgado, junto aos trabalhos publicados, o link do nosso blog, abrindo mais uma janela para que o trabalho de todos seja apreciado.

MAURO PORTELA



As muitas visões reunidas sob o nome “pintura” possuem uma peculiaridade admirável: elas sabem esperar.
Uma vez que alguém insiste para que elas apareçam (em exigentes trabalhos de tinta, em esforços de cores, em gestos de pincéis inquietos...), e uma vez criadas, sua presença resiste ao tempo. Ficam ali, sempre acessíveis, sempre dispostas, imagens únicas e íntegras.
No silêncio de suas formas elas se organizam em ritmos e harmonias musicais. Na planura de seus suportes inventam o distante e o próximo, o volume, os vazios e a luz. Na suposta limitação da pintura, a de ser apenas “uma” imagem, é que ela demonstra sua enorme perseverança: é ela quem observa o filme das nossas vidas. E sem jamais mudar, ainda assim nos parece diferente – e acaba revelando que na verdade quem mudou fomos nós.
Eu gostaria mesmo é de tornar visíveis esses momentos de espera que se refazem pintura, e que se renovam e perduram enquanto durar a intimidade com a imagem escolhida.

Mauro Henrique Tavares.

LUCIANO MOREIRA



Meu trabalho é inicialmente uma tentativa de sobrepor a barreira do figurativismo realista, ainda que baseado em imagens de um espaço real num tempo que existiu. Figurativismo este, presente em minha produção fotográfica e em outras pinturas referenciadas em fotografias de crianças do norte de Minas. Permeado por uma produção de pequenas aquarelas. Sem perder o largo contato escultórico e artesanal com a madeira gosto de participar das várias etapas do processo de pintar, desde a construção do suporte, tão importante quanto o criar da obra pictórica. Sabendo o que se pretende pintar, como pintar e com quais materiais pode-se elaborar o suporte adequado sem o infortúnio de terceirizar este serviço ficando dependente do tempo de trabalho de outras pessoas atrasando ou gerando gastos excessivos antes mesmo do início da obra. Pretendo com este trabalho criar uma relação entre o gesto pictórico livre e despretensioso, memórias pessoais e uma obra de Gustav Klimt.
Sobre nossa empreitada no Centro Cultural penso que seja a síntese positiva do que acontece em atelier na Escola de Belas Artes. Somos as mesmas pessoas com os mesmos trabalhos, a diferença está no espaço e nesta atividade extra classe que buscamos com interesse e foi esse interesse que selecionou os artistas da Sala Sete reduzindo o grupo. Imbuídos deste objetivo, que é pintar, desenvolvemos nossas relações com outros espaços, intensificamos nossas amizades e percepções artísticas.

GABRIELA BRASILEIRO








Aproprio de imagens , transformando-as alegoricamente em forma de pintura. Imagens de
outras pessoas coletadas de diversos meios são transportadas para meu banco de dados . São apenas
referências as quais tem como objetivo de transformar porintermédio de identificações pessoais um
mundo onírico sobre tela.
Pinto estas imagens estabelecendo atmosferas de estilizações de objetos e de figuras femininas.
Relações as quais eu estabeleço através de uma alegoria pessoal. Visto que um detalh e de uma
imagem referência que se estava alí, passa estar em lugares diversos, formando várias re combinações.
Formas de transferência de imagens através de técnicas mistas com o serigrafia, stencil, pincel e
tinta. Sobreposições de imagens com transparências , cores chapadas, inacabados deixam vestígios a
serem desvendados com o no interpretar de um sonho, o qual nunca terá um a relação real.
Apresentando um universo fe minino como mero espelhamento pessoal o espectador possa vir
se espelhar também . O objetivo, portanto e estabelecer um ambiente de sonhos , relações entre as
pinturas onde o espectador possa adquirir ao presenciá-las , transpondo-se para a não realidade.

Gabriela Brasileiro
















quinta-feira, 7 de maio de 2009

IMAGENS DO MÊS DE ABRIL




Durante a convivência em ateliê os participantes do grupo desenvolveram uma nova forma de comunicação: os bilhetes, como se vê neste do Sr. Braque Obama ( no alto, à direita ) para Bilac ( ao centro ).






Ao deixar uma fita crepe exposta em cima de seu trabalho, o artista Alberto "pescou" uma lagartixa, desidratando-a e alterando o equilíbrio do ecossistema. O artista Tales Sabará, que é de Congonhas, já admite usá-la em seu próximo trabalho.



da esq. à dir: Obras de Paulo, Gabriela e Daniel .


COZINHA 7

Da esquerda para a direita: Dudu, Augusto, Daniel, Saulo, Alberto, Isabel, Paulo Fiote e Matisse ( em pé);
Gabi, Sabará e Fabiana ( sentados).
Dudu, o cafetão oficial da salla 7



Gabriela


Isabel


Alberto




Momento descontração

momento concentração



Na tarde de 24 de abril deste pictórico 2009 tivemos a grata oportunidade de realizar nossa primeira reunião em família na "cozinha" 7 do Centro Cultural. Os membros compareceram em peso, alguns trouxeram aperitivos. Foi uma ótima oportunidade de partilhar impressões desses três meses de trabalho, lavar "aventais sujos" e trocar figurinhas sobre os projetos individuais de cada um. Essa discussão é fundamental para o amadurecimento das idéias viventes e surgimento de muitas outras. A obra vista por 30 olhos é trinta vezes enriquecida pela sensibilidade de cada "outro", e isso tudo é somado à bagagem pessoal dos autores. A obra vai além.